Evento acontece desde 2019 em unidades e escritórios da Fiocruz. Iniciativa reforça a importância da participação feminina na pesquisa científica, combate as desigualdades e estimula a iniciação científica entre meninas da rede pública.

Depois da Escola João Bento da Costa, Instituto Carmela Dutra, em Porto Velho-RO, receberá o evento; ação aproxima meninas estudantes da ciência e de mulheres cientistas
Como parte da programação oficial do evento “Mulheres e Meninas na Ciência” (na Fiocruz), a Fiocruz Rondônia realizará no dia 11 de fevereiro, das 14h às 17h, uma série de atividades no Instituto Estadual de Educação Carmela Dutra, em Porto Velho-RO.
A ação busca aproximar as experiências e vivências de mulheres pesquisadoras da área da saúde ao público formado especialmente por meninas estudantes do ensino médio da rede pública de ensino. A atividade abre o calendário de eventos da Fiocruz Rondônia dentro do projeto “Mulheres e Meninas na Ciência” (MMC 2026).
Najla Benevides Matos, vice-coordenadora de Pesquisa e chefe do Laboratório de Biologia de Microrganismos, detalhou que na programação do dia 11 de fevereiro estão incluídas mesas redondas, exposição e debates com a participação de pesquisadoras, alunas de iniciação científica e da pós-graduação, da Fiocruz Rondônia, e alunas do Instituto Carmela Dutra; uma forma de apresentar às participantes trajetórias de meninas iniciantes na pesquisa e mulheres pesquisadoras de Rondônia, despertando nas mais jovens o interesse pela carreira científica.
Ao longo deste ano, outras atividades serão realizadas abrangendo escolas de localidades ribeirinhas com uma abordagem voltada aos impactos das mudanças climáticas a partir da perspectiva de mulheres e meninas; além de eventos com temas educativos sobre saúde, gênero e dignidade menstrual; visitas guiadas à sede da Fiocruz Rondônia em Porto Velho e um intercâmbio científico institucional entre as unidades da Fiocruz em Rondônia e Ceará.
O projeto Mulheres e Meninas na Ciência é uma estratégia fundamental para reduzir desigualdades históricas na ciência e ampliar o acesso de meninas da rede pública ao universo científico. Ao aproximar pesquisadoras, estudantes de iniciação científica e alunas do ensino médio, mostramos que a ciência também é um espaço de pertencimento para meninas da Amazônia. Nosso objetivo é inspirar, estimular vocações e fortalecer trajetórias científicas desde cedo, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais e de gênero,
destacou Najla Matos.
Para a orientadora educacional e psicóloga Luci Mary, do Instituto Carmela Dutra,
poder receber a Fiocruz e divulgar o que a instituição proporciona no campo científico e envolver as estudantes é uma oportunidade preciosa e frutífera. Alunas que nunca imaginaram adentrar na pesquisa cientifica terão a oportunidade de experienciar essa maravilhosa jornada no conhecimento científico.
Mais inclusão de meninas na ciência
O evento “Mulheres e Meninas na Ciência” acontece desde 2019 em todas as unidades e escritórios da Fiocruz com atividades concomitantes, sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic).
A sua principal finalidade é o reconhecimento do papel que as mulheres pesquisadoras desempenham nas áreas científica, tecnológica e de inovação em saúde no país. Ao mesmo tempo, reforça a importância de iniciativas que estimulem a diversidade e a relevância social da ciência para a redução das desigualdades sociais, incluindo os desafios da equidade e inclusão dos grupos mais vulneráveis.
Em Rondônia, essas desigualdades se aprofundam, especialmente entre grupos formados por mulheres negras, indígenas e ribeirinhas, impactando o acesso às oportunidades de inserção e permanência na ciência.
A vice-coordenadora de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Rondônia e chefe do Laboratório de Engenharia de Anticorpos, Soraya Santos, afirma que
aqui no território, o Mulheres e Meninas na Ciência da Fiocruz está comprometido em aproximar meninas estudantes das pesquisas científicas e enfrentar as desigualdades de acesso e oportunidade. Ao nos aproximarmos, buscamos mostrar que as meninas podem ocupar todos os espaços e, principalmente, se reconhecerem como protagonistas da ciência, capazes de transformar suas próprias vidas e as comunidades onde vivem. Quando fortalecemos a formação e valorizamos as trajetórias das mulheres da Amazônia, não estamos apenas formando futuras cientistas, mas contribuindo para a construção de um futuro mais justo, diverso e socialmente comprometido com os territórios dessas meninas.

Vice-coordenação de Pesquisa da Fiocruz RO e direção do Instituto Carmela Dutra alinham estratégias do evento
Texto e fotos: José Gadelha
