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Fiocruz Rondônia capacita profissionais de saúde do Acre em diagnóstico de leishmaniose

06/05/2026

Capacitação atendeu profissionais de Rio Branco e dos municípios de Sena Madureira e Acrelândia.  Ação ocorreu em parceria com o governo do Acre e buscou ampliar as ações de vigilância, por meio de técnicas mais seguras e eficientes de diagnóstico.

Gabriel Melim, pesquisador responsável pelo Laboratório de Epidemiologia Genética, reforçou a necessidade de ampliar o diagnóstico em áreas endêmicas

Profissionais de saúde que atuam na Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesacre), e no Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM) participaram de uma capacitação realizada pela Fiocruz Rondônia, por meio do Laboratório de Epidemiologia Genética (LabEpiGen). A ação ocorreu nos dias 15 e 16 de abril e contou com parceria do governo do Acre.

O objetivo da capacitação foi instruir os profissionais da linha de frente na coleta de amostra de pacientes suspeitos de leishmaniose para o diagnóstico parasitológico e molecular.

Microscopistas dos municípios de Sena Madureira, Acrelândia e Rio Branco participaram da capacitação sobre diagnóstico parasitológico de leishmaniose tegumentar, com foco na coleta e preparo do material de lesões suspeitas, coloração e leitura de lâmina. Nesta etapa,

a coleta apropriada do material e seu preparo são etapas mandatórias para um exame com resultado seguro,

informou Claudino Limeira, biomédico do LabEpiGen e Sesau/RO.

Durante a viagem, profissionais de saúde do Instituto Charles Mérieux também participaram de um treinamento em biologia molecular, com foco na implementação de um protocolo de diagnóstico molecular de leishmaniose tegumentar e identificação de espécie de Leishmania. Na oportunidade, os profissionais foram instruídos quanto à extração de DNA e realização de técnica molecular (qPCR) e analisaram os resultados obtidos durante o treinamento.

Sayonara Reis, doutoranda em Biologia Experimental (PPGBIOEXP/Fiocruz RO/Unir), esclareceu que “esses protocolos foram desenvolvidos em colaborações multicêntricas com a OPAS e com laboratórios parceiros do Instituto Oswaldo Cruz (IOC)”.

O pesquisador em Saúde Pública, Gabriel Eduardo Melim Ferreira, responsável pelo Laboratório de Epidemiologia Genética da Fiocruz Rondônia, reforçou a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico especialmente em localidades de difícil acesso, que possuem registros da doença.

Além das atualizações dos protocolos tradicionais, como coleta e preparação para o exame parasitológico direto que, quando realizado de forma adequada, pode resolver até 90% dos casos suspeitos de leishmaniose, a implementação da testagem molecular e identificação de espécies de Leishmania complementa o diagnóstico e permite otimizar a escolha do tratamento,

enfatizou Gabriel.

De acordo com George Dobré, coordenador de Gestão e de Infraestrutura do CICM, foram estabelecidas parcerias com a Fiocruz Rondônia para aprimorar o diagnóstico de leishmaniose na rede pública do Acre. Segundo ele,

Foram feitas capacitações em várias etapas do processo e a realização destas atividades foi possível graças ao apoio coordenado pela Fiocruz Rondônia em conjunto com a Sesacre e Fundhacre. Com estas formações, o diagnóstico de leishmaniose na rede pública do Acre ganha robustez e abrangência, com a complementariedade das diversas técnicas diagnósticas.

Ângelo Gabriel Lobo Manasfi, responsável técnico pelo complexo laboratorial Fundhacre, destacou a possibilidade de reunir diversos profissionais de saúde em um conjunto de ações voltadas à capacitação profissional dos trabalhadores da Saúde, que atuam especificamente com pacientes suspeitos de leishmaniose. Ele reforçou a importância do diagnóstico molecular,

inclusive, durante o treinamento, já utilizando em um paciente que estava internado no Hospital da Criança, que precisou dessa resposta da Fundhacre, e nós conseguimos realizar o exame, dando resposta à equipe médica,

concluiu.

Capacitações reforçam o compromisso da Fiocruz Rondônia com ações de vigilância em localidades com alta incidência de leishmaniose

Texto: José Gadelha

Fotos: Divulgação/Fundhacre

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