Cerca de 70 participantes estiveram envolvidos nas atividades durante dois dias. Ação buscou capacitar profissionais, acadêmicos de pós-graduação e servidores da Fiocruz Rondônia

As boas práticas de biossegurança e bioproteção e a gestão da qualidade aplicada nas pesquisas em saúde foram o centro de um curso ministrado a pesquisadores, colaboradores e acadêmicos de pós-graduação da Fiocruz Rondônia.
O evento ocorreu nos dias 5 e 6 de maio, no auditório da Embrapa, e trouxe a Porto Velho-RO como facilitadoras Simone Machado, representante da Comissão Técnica de Biossegurança e Bioproteção da Fiocruz, e Renata Almeida, coordenadora da Qualidade (CQuali/Fiocruz).
No primeiro dia, o curso esteve voltado ao aprimoramento das boas práticas de biossegurança e bioproteção, levando aos participantes informações e conhecimentos sobre a execução segura, padronizada e responsável das atividades desenvolvidas em laboratório.
Simone Machado destacou que
a qualificação contínua favorece o correto uso de equipamentos de proteção individual ou coletivos, a adequada manipulação de agentes biológicos e químicos e, consequentemente, a prevenção de acidentes, contribuindo ainda para práticas corretas quanto a gestão de resíduos. Essas são ações que buscam a maior confiabilidade dos resultados e a proteção da saúde dos trabalhadores.
No âmbito institucional, a capacitação nesse tema fortalece a cultura de biossegurança, reduzindo riscos operacionais e amplia a conformidade com normas e requisitos regulatórios. “Além disso, auxilia no desenvolvimento da instituição ao promover maior credibilidade científica, melhoria dos processos internos e fortalecimento da capacidade técnica da Fiocruz Rondônia, para atuar em atividades de pesquisa, ensino e inovação, entre outras”, reforçou Simone Machado.
No segundo dia, Renata Almeida explanou desde a gestão da qualidade no contexto mais amplo das instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação com foco na área da saúde, situando os participantes em questões como uso de indicadores, ferramentas da qualidade e mapeamento de processos à gestão da qualidade aplicada a laboratórios de pesquisa, que são as boas práticas de pesquisa científica adotadas pela Fiocruz desde 2016, direcionando protocolos e regras para que as pesquisas realizadas sejam rastreáveis, fidedignas e confiáveis.
No curso, foi possível aos participantes identificar que para cada atividade, um tipo de norma ou regulamento é recomendado, no decorrer das pesquisas.
Nesse contexto, eu trouxe muitos exemplos sobre a comunicação científica, a retratação de artigos, a má conduta científica, dificuldade de reprodutibilidade, considerando que todos esses temas estão muito relacionados à adoção das boas práticas de pesquisa,
pontuou Renata Almeida.
Em sua avaliação, o curso foi muito produtivo, especialmente nesta fase em que a Fiocruz Rondônia passa a atuar em uma nova sede com mudanças e estruturações necessárias, “em um momento posterior, eu espero poder voltar e estruturar um curso sobre boas práticas de pesquisa científica com os grupos, dentro dos laboratórios e com uma possibilidade mais prática de implementação”, declarou.
A pesquisadora em Saúde Pública, Soraya Santos, chefe do Laboratório de Engenharia de Anticorpos e Vice-coordenadora de Ensino, Informação e Comunicação, destacou que essa é uma preocupação constante da Fiocruz Rondônia.
Para ela,
a formação contínua de alunos, pesquisadores e colaboradores voltada às boas práticas de pesquisa científica é prioridade. Iniciativas como esta reforçam o compromisso institucional com a qualificação técnica, a biossegurança, a integridade científica com vistas a excelência das atividades desenvolvidas pela Fiocruz no território. Estamos empenhados em fortalecer a cultura da qualidade e das boas práticas na formação de profissionais para atuar em pesquisa, ensino e inovação.

Texto: José Gadelha
Fotos: José Gadelha e Mark Almeida
